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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Fé x Ciência


O avanço científico e tecnológico sempre foi encarado como um inimigo da fé. A maioria dos pesquisadores costuma jogar pedras nos cristãos, afirmando teorias que tornam as verdades das Escrituras nada além de mitos ou contos de fadas. Entretanto, como se pode perceber pelo fato de haver muitos cristãos inseridos no ambiente acadêmico, não é necessário enxergar as duas coisas de forma tão separada. É que as descobertas científicas e os avanços tecnológicos são essenciais para a qualidade de vida dos seres humanos e, em geral, confirmam verdades já encontradas na Palavra.
Muito se tem discutido recentemente a respeito do crescimento do ateísmo e da redução do número de cristãos, especialmente na Europa e nos Estados Unidos. Nesses países, cientistas como Richard Dawkins (autor de Deus, um delírio) têm sido exaltados como libertadores de tradições ultrapassadas que nada dizem à sociedade pós-moderna do século XXI.
Obviamente, a comunidade cristã responde a tais ataques, como é o caso de Allister Mcgrath, teólogo reformado autor de O delírio de Dawkins. O detalhe é que ambos são professores da Universidade de Oxford e foram colegas quando estudantes. O fato é que sempre haverá questionamentos à fé cristã por parte daqueles que pretendem explicar as causas da existência e da vida e o destino do Universo a partir tão-somente da razão. A confiança na sabedoria dos homens é um perigo há muito apontado pelos pais da fé e pelo próprio Jesus. A sabedoria de Deus, no entanto, continua sendo loucura para os homens.
O desafio da nossa geração é enfrentar essas e tantas outras oposições ao autêntico Cristianismo a partir de um sólido conhecimento bíblico e de um constante acompanhamento das transformações pelas quais a sociedade passa nestes dias. O Evangelho permanece atual e relevante. Cabe a nós apresentá-lo dessa forma aos que pensam de outro modo.

*texto escrito para o blog da Juventude IPJB (www.ipjb.org.br/juventude.php)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Atrativos de Deus

Ainda em clima de Allister Mcgrath, em "Apologética cristã no séc. XXI: ciência e arte com integridade", posto trecho bastante interessante no qual, analisando o pós-modernismo, o autor elenca elementos essencias do cristianismo que constituem atrativos ao indivíduo, assim como as necessidades humanas às quais Deus supre plenamente. Tratam-se de poderosos instrumentos de evangelização, sendo efetivos para a superação de barreiras intelectuais e, sobretudo, emocionais à fé. Vamos às palavras de Mcgrath:

“O apologista cristão deve ser capaz de apresentar Deus em sua atratividade total, de modo que seus rivais no mundo sejam eclipsados. Quais são as atrações de Deus? Veja a seguir elementos importantes dessa apresentação. O apologista pode modificar ou suplementar conforme considerar apropriado:

1. A capacidade de Deus de satisfazer os mais profundos desejos humanos.

2. O imenso amor de Deus, conforme visto na morte de Cristo.

3. O relativismo não estabelece nada nem ninguém; a fé em Deus ancora as pessoas, dando-lhes estabilidade e significado para a vida.

A isso deveria ser adicionada nossa análise da relevância do cristianismo para a vida, incluindo argumentos de que ele satisfaz três necessidades principais:

1. A necessidade de haver uma base para a moralidade. O cristianismo oferece uma cosmovisão que leva à geração de valores e ideais morais que são capazes de dotar nossa existência de significado moral e dignidade.

2. A necessidade de haver um arcabouço para compreender a experiência, algo que se relaciona com a necessidade humana interna de entender as coisas.

3. A necessidade de uma visão para guiar e inspirar as pessoas. A vida sem uma visão ou uma razão para continuar adiante é sombria, melancólica e sem sentido.

Pp. 308-309

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Apologética - O problema do sofrimento


Alister Mcgrath faz uma interessante análise do problema do sofrimento como uma barreira intelectual à fé:


"O sofrimento e a glorificação são parte do mesmo processo de crescimento na vida cristã. Somos acolhidos na família de Deus, sofremos e somos glorificados (Romanos 8:14-18). Essa não é uma relação acidental. Todas essas coisas acham-se intimamente relacionadas na esfera do crescimento e progresso cristãos em direção ao objetivo último da vida cristã: a união final com Deus, para com ele permanecer para sempre (p. 195)." (...)


"Assim como o sofrimento é real, também são reais as promessas de Deus e a esperança de vida eterna. Não se trata de anestésico espiritual, elaborado simplesmente com o objetivo de nos capacitar a lidar com as tristezas da vida enquanto durarem. A morte e a ressurreição de Cristo, aliadas à dádiva do Espírito Santo, constituem penhor, garantia e segurança de que aquilo que foi prometido será um dia levado a cabo em gloriosa consumação. Por enquanto, lutamos e sofremos em meio à tristeza permeada de perplexidade. Um dia, porém tudo isso mudará em benefício do povo de Deus - Apocalipse 21:3-4 (p. 197)."